O início da época contemporânea é marcado pela Revolução francesa. A partir de então a Europa entra em uma fase de muitas mudanças sociais, políticas e econômicas caracterizadas pela ruptura com as tradições do passado, visando uma sociedade mais justa para todos.
A contemporaneidade é a época da industrialização, dos direitos, das massas, da democracia e principalmente da retomada da educação como centro mediador da vida social. Nesse novo contexto emerge novos sujeitos educativos; a criança, a mulher, o deficiente e depois – em épocas mais próximas a nossa geração – as etnias e minorias culturais.
Esses novos sujeitos educativos acrescentaram novos desafios para as teorias e práticas educativas, exigindo da pedagogia uma renovação nos seus modelos educativos e nos conceitos, visando práticas pedagógicas inclusivas fundamentadas no sujeito que necessita de necessidades educacionais especiais (NEEs). O século XX é o cenário dessa renovação na pedagogia. Desse período até os dias atuais, muitas transformações ocorreram no campo da educação para tornar viável uma escola inclusiva que atenda a todos sem discriminação e que garanta a formação adequada para a vida, de tal forma que estes sujeitos, possam viver de forma produtiva e satisfatória, com autonomia e independência.
Neste sentido, segundo Magalhães; Lage (2002, p.16):
A escola, e, principalmente os professores, encontrarão em suas salas uma população discente cada vez mais heterogênea, que engloba um conjunto de alunos com necessidades educacionais especiais, temporárias ou não, às quais, os professores terão, necessariamente, de responder. Assim a escola deverá desempenhar um novo papel: servir de palco à diversidade cultural e educacional que a realidade dos dias atuais lhe confere.