sábado, 30 de junho de 2012

Disfunções Sexuais Masculinas



Assim como as mulheres, os homens também sofrem de disfunções sexuais que afetam a sua qualidade de vida. Segundo pesquisas realizadas em diversos países do mundo, mais de 100(cem) milhões de homens sofrem com as disfunções. Em razão do nosso contexto sócio-cultural e da educação machista que os homens recebem, muitos, ou melhor, a maioria sofre muito com as disfunções, pois sentem vergonha de procurar ajuda médica ou psicológica. É difícil até conversar com os amigos, pois temem serem depreciados ou feridos na sua masculinidade.
As causas da disfunção masculina podem ser dividias em três grupos: orgânicas, psicogênicas e mistas. Para uma melhor compreensão acerca das disfunções sexuais masculinas, relaciono abaixo as principais disfunções, suas causas e as possibilidades de tratamento.

- Disfunção Erétil

Os distúrbios da ereção peniana ocorrem com maior incidência a medida que o individuo envelhece, isso é uma característica comum a todos os homens. A ereção peniana é um fenômeno que depende de vários fatores e envolve os sistemas nervoso, endócrino, vascular e tecidual dos corpos cavernosos. Sendo assim, qualquer alteração em um desses fatores pode contribuir para a disfunção erétil. As principais causas orgânicas são: doença arterial oclusiva; alterações nos nervos que conduzem os estímulos sexuais até o pênis; alteração na produção de hormônios e alterações anatômicas e fisiológicas dos corpos cavernosos. As principais causas psicogenéticas estão associadas a diversos fatores emocionais, sem a participação de nenhum componente orgânico, são eles: o stress, a ansiedade, o medo de falhar, a vergonha, problemas familiares, problemas financeiros, e etc. As causas mistas compreendem a combinação de fatores orgânicos e emocionais, isso acontece no período em que o homem já está se sentindo um fracassado em relação ao sexo, depois de várias tentativas sem sucesso. Nessa situação surge um sentimento de inferioridade e de incapacidade que tende a provocar um grande impacto psicológico no individuo.
Vários fatores favorecem esse problema, entre tantos, destaco: Doenças crônicas, tais como: arteriosclerose, hipertensão, insuficiência renal, insuficiência coronária, doenças endócrinas(diabetes e pressão); tratamento de tumores malignos; medicamentos utilizados no tratamento do câncer de próstata, hipertensão, insuficiência cardíaca, ulcera; abuso do álcool, fumo, drogas ilícitas e outros.
Atualmente existem diversas formas de tratar a disfunção erétil e várias instituições com médicos especialistas no tratamento de pacientes acometidos dessa e de outras disfunções, cabe ao paciente discutir com o médico sobre todas as opções disponíveis e escolher a mais adequada. Com os avanços tecnológicos na área da saúde e as novas descobertas terapêuticas, é possível curar quase a totalidade dos pacientes que procuram os especialistas. Dentre as formas de tratamento encontra-se:
- Eliminação dos fatores de risco, como por exemplo: evitar o uso do fumo, álcool e drogas, tratar a hipertensão, o diabetes, o colesterol alto, evitar a obesidade, o sedentarismo, evitar situações de stress, etc.
- Aconselhamento ou psicoterapia, pois os resultados obtidos com essa forma de tratamento resolvem 75% dos casos em seis meses. Em média são apenas 16 sessões na maioria dos casos.
- Medicamentos de uso oral. Já existem no mercado medicamentos de uso oral bastante eficientes no tratamento da disfunção erétil, tais como: Viagra, Cialis, Levitra, Eleva, e etc. Todo medicamento só deve ser ingerido com a autorização do médio após avaliação do quadro do paciente.
- Dispositivos de contração a vácuo que provocam a ereção artificial do pênis que é mantida por meio de um anel de borracha colocado na base do pênis.
- Administração de medicamentos através da uretra por meio de um aplicador que injeta a medicação.
- Aplicação de medicamentos no interior do corpo cavernoso aplicados pelo próprio paciente na comodidade da sua casa, este deverá ser treinado para realizar essa operação com segurança
- Implantação de próteses penianas por meio de um procedimento cirúrgico, no qual próteses de silicone de forma cilíndrica são injetadas no interior dos corpos cavernosos, é indicada a pacientes com problemas de disfunções de causas orgânicas.





Ejaculação Precoce

A ejaculação precoce ocorre em pouco espaço de tempo após a ereção. Outro termo utilizado para designar esse problema é o descontrole ejaculatório. O problema maior é a insatisfação gerada pela impossibilidade de se conter a ejaculação até o momento desejado. Esse problema pode atingir homens de várias idades, desdês os mais jovens aos mais velhos. Segundo pesquisas realizadas por estudiosos, cerca de 75% dos homens ejaculam nos primeiros dois minutos após o pênis ser introduzido na vagina. A registros de casos de homens que chegam a ejacular antes mesmo do pênis ser introduzido, a excitação provocada frente ao corpo da mulher é suficiente para provocar o “gozo”. 
A ejaculação pode ocorrer também de forma involuntária com qualquer pessoa, por exemplo, durante o sono, em decorrência de um sonho erótico, muito comum com adolescentes na fase da puberdade. A forma como o semem(liquido que jorra pelo pênis) sai da uretra varia muito de pessoa para pessoa, a intensidade pode ser grande e o jato jorrar para longe, em outros casos o jato apenas escorre pelo corpo do pênis. Essa variação de intensidade depende muito do nível de excitação, da idade, das condições da próstata e vesículas seminais e de outros fatores ainda desconhecidos.

                 Ejaculação Retardada


A ejaculação retardada pode ser definida como a demora do homem em atingir o orgasmo acompanhado da ejaculação. Isso pode ser considerado um motivo para a inadequação do casal. Com o aumento da idade é normal que o tempo da atividade sexual também aumente desde o inicio do ato sexual até o momento do orgasmo. Outros fatores como a ansiedade e a angustia podem atuar como fatores que impedem o homem de relaxar no momento do ato sexual e também processos orgânicos que afetam o sistema nervoso. Na ejaculação retardada a resposta sexual é bifásica, ou seja, primeiro ocorre o momento da excitação, quando o pênis fica ereto. Depois ocorre o orgasmo, quando acontece a ejaculação. Nessa disfunção sexual a primeira fase não é afetada e homem responde aos estímulos com a ereção. A disfunção ocorre na segunda fase quando o homem é incapaz de ejacular ou demora muito para conseguir. As causa para a não ejaculação raramente são orgânicas. Entretanto, o uso de drogas lícitas e ilícitas, a diabete não tratada, algumas cirurgias e qualquer doença que destrua partes do aparelho neurológico podem contribuir para retardar a ejaculação.
O tratamento por meio da terapia pode resolver o problema da ejaculação retardada pelo uso da distração no momento da relação sexual, com a utilização de fantasias ou estimulação adicional. Pode se usar também estimulação intensa com um ambiente e parceira agradáveis. É importante que o homem que sofre desse problema pare de se auto-observar e supercontrolar.

Falta de Desejo

A falta de desejo por sexo pode ser provocada por vários fatores. O uso de drogas e de determinados medicamentos são as causas principais da diminuição da libido no homem. Doenças graves e crônicas que comprometem significativamente o corpo do indivíduo contribuem também para a falta de apetite e interesse pela atividade sexual. Outra causa que também deve ser considerada é a deterioração do relacionamento conjugal, quando a paixão e o amor acabam na relação, é comum o desinteresse de ambos os parceiros pela atividade sexual.
O tratamento é feito de acordo com a origem do problema. Os casos de origem orgânica são tratados com reposição hormonal se for necessário, substituição dos medicamentos que inibem a libido por outros que não provoquem efeitos colaterais, cirurgia nos casos de tumores que comprometam as glândulas tireóide ou hipófise, uso de antidepressivos nos casos em que o sintoma é devido a depressão, cuidados na melhoria do estado físico do paciente. Os casos de origem psicogênica devem ser resolvidos com as seguintes forma de terapia: aconselhamento, terapia sexual, psicoterapia breve e psicoterapia clássica.

Falta de Orgasmo

O retardo ou a ausência de orgasmo estão relacionadas principalmente as doenças neurológicas que podem prejudicar a transmissão dos estímulos sexuais. O uso de substâncias tóxicas, como já foi mencionado, também afetam o desempenho sexual do indivíduo e podem provocar a ausência de orgasmo ou o retardo da ejaculação. Ansiedade e preocupação com o desempenho sexual atuam como causas psicológicas envolvidas no comprometimento da estimulação sexual. Do mesmo modo também estão envolvidos o desagrado com a relação e o comprometimento afetivo do casal.
 
      BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: SUPLICY, Marta: Coversando sobre sexo. Petrópolis,RJ: Editora Vozes, 1984 - Edição da autora,10a. edição. 

Disfunções Sexuais Femininas



Existem vários tipos de disfunções sexuais que provocam desconforto sexual nas mulheres, impedindo que as mesmas alcancem o tão desejado orgasmo e tenham uma vida sexual satisfatória. Estima-se que muitas mulheres nunca passaram pela experiência de um orgasmo, seja ele clitoriano ou vaginal. As causas que explicam esse fato são significativamente variadas e complexas, envolvem fatores de ordem orgânica e, principalmente, fatores de ordem psicológica.
Para um melhor entendimento a respeito do que acontece nas disfunções sexuais, relaciono a seguir várias disfunções apresentadas por mulheres que se queixam de tais problemas e procuram algum tipo de ajuda. Algumas das doenças ou disfunções estão associadas com problemas crônicos temporários ou relativos a determinados parceiros, outras, são infecções que exigem um tratamento urgente, a fim de evitar o agravamento da doença.

- Inibição sexual ou falta de desejo

Quando a mulher tem o desejo sexual inibido, ou desejo sexual hipoactivo. Isso acontece quando há uma diminuição ou total ausência de desejo sexual, fantasias e desejo de praticar atividades sexuais. Isto acontece porque algum mecanismo de inibição estar em funcionamento no cérebro da mulher, é ele quem decide que não quer mais sentir prazer. Nesta situação, a mulher é a responsável pelo problema, porém, ela não tem consciência dessa responsabilidade. As hipóteses a seguir foram formuladas com o objetivo de compreender o problema e descobrir suas causas, são elas: falta de desejo primário, ou seja, pessoa que nunca se masturbou, nunca vivenciou experiências eróticas, nunca sentiu atração por ninguém; sentimento de que o sexo não é algo importante e muitas vezes não deve e não faz parte da vida; medo de ter um sucesso sexual; medo de ficar desapontada com o sexo; temor à intimidade, conflito de Édipo mal resolvido (o pai é visto na pessoa do marido inconscientemente) o que não permite certas intimidades com o marido por medo de incesto. O sexo é visto como uma coisa suja e imoral, repugnante, feio, negativo; repressão dos impulsos sexuais desde a infância.
O tratamento deve ser realizado por meio de auxílio terapêutico, pois somente dessa forma o paciente superará o problema.

- Aversão sexual

Essa disfunção é caracterizada pelo fato de a mulher evitar ter relações sexuais. Essa mulher evita fervorosamente o ato sexual com parceiros, e sente inclusive sentimentos de repulsa, ansiedade e medo. O tratamento deve ser por meio de tratamento terapêutico.

- Frigidez

Quando a mulher é sistematicamente incapaz de criar ou manter a lubrificação vaginal até o fim do ato sexual. Acontece em mulheres que tem pouca ou nenhuma sensação de excitação. O nome frigidez originou-se da palavra frígida que significa mulher fria e distante.

- Anorgasmia

Quando existe uma inibição do orgasmo. Quando uma mulher é incapaz de atingir o orgasmo, considera-se que ela poderá ter uma anorgasmia. Neste problema, pode haver um atraso ou ausência persistente do orgasmo, mesmo após estimulação sexual adequada.

- Dispareunia ou Dor na relação

Esta disfunção é uma das mais freqüentes entre as mulheres. Caracteriza-se por forte dor genital associada ao ato sexual. O problema pode ter como causa fatores orgânicos ou fatores psíquicos. Como fatores orgânicos têm as infecções e inflamações na vagina, problemas de estrutura da área pélvica, ressecamento das paredes vaginais e infecção das vias urinárias. A maior incidência dos casos são causados por fatores psicológicos relacionados principalmente com dificuldades na lubrificação da vagina. Essa dificuldade pode ser causada por uso de medicação anti-histâmica, vaginite atrófica, diabetes mellitus, falta de excitação sexual, medo de não ter um bom desempenho com o parceiro e etc.
Uma mulher apreensiva, nervosa, ansiosa durante o momento do ato sexual, dificilmente ficará excitada, o que prejudica a lubrificação vaginal e consequentemente a sensação de dores.
Antes de iniciar o tratamento terapêutico, a mulher deve passar por um minucioso exame na região pélvica para constatar se as causas são orgânicas ou físicas. Se as possibilidades de causas orgânicas forem descartadas, a mulher deverá ser orientada a procurar ajuda na terapia.

- Vaginismo

Chama-se vaginismo a contratação dos músculos que ficam próximos à entrada da vagina, normalmente quando a mulher esta relaxada e pronta para o ato sexual, os músculos que circundam a vagina se relaxam de maneira a permitir a entrada do pênis. No vaginismo, ocorre o oposto, esses músculos se contraem e fecham a entrada da vagina, impossibilitando a entrada de qualquer objeto.
O vaginismo é causado por uma associação de dor ou medo com a penetração, ou seja, é uma resposta condicionada. Esse medo de dor pode ser causado por má informação sobre a primeira relação amorosa, parto, trauma de abuso sexual na infância, e até problemas físicos reais. Alguns problemas ou doenças pélvicas podem contribuir para o desenvolvimento do vaginismo, como por exemplo: hímen rígido, endometrite, doenças inflamatórias pélvicas e etc.
O tratamento do vaginismo é feito por meio de exercícios físicos de dilatação da entrada da vagina. Esses exercícios podem ser feitos na comodidade de casa, quando a própria pessoa se relaxa e inicia o exercício introduzindo um dedo na vagina, depois dois, depois três dedos. Após essa primeira fase, chamada de fase de dessensibilização, é a vez de o companheiro introduzir os seus dedos. Depois que os dois primeiros passos são bem sucedidos é tentada a penetração com o pênis.
O objetivo do exercício é a dissociação de dor e tensão com penetração. O sucesso desse tratamento acontece quando a mulher se convence de que para ocorrer a cura algo tem que entrar na sua vagina.

- Disfunção sexual crônica

É um problema causado por uma condição médica, quando há um problema orgânico que gera os problemas sexuais, como é o caso da diminuição do desejo devido por exemplo, a diabetes Mellitus.
- Disfunção sexual medicamentosa

Disfunção que ocorre quando o uso de algum tipo de medicação, cujas substâncias provocam ou induzem uma disfunção. Altas doses de alguns medicamentos controlados provocam a diminuição do desejo, como por exemplo: altas doses de sedativos hipnóticos, como o Diazepan.

 
      BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: SUPLICY, Marta: Coversando sobre sexo. Petrópolis,RJ: Editora Vozes, 1984 - Edição da autora,10a. edição.