O artigo do autor Mauro Titton aborda sobre a polêmica em torno do debate acerca do trabalho como princípio educativo, buscando com este artigo identificar o núcleo central dessa discussão entre intelectuais militantes comprometidos com a transformação da atual sociedade de classes, visando à construção do comunismo.
O autor parte do principio de que o trabalho e a categoria fundante do ser social, isso, por que é por meio do seu trabalho que o ser humano garante a sua existência e transforma o meio em que vive, pela necessidade que ele tem de adaptar a natureza as suas necessidades. Porém, o sistema capitalista centrado na produção é quem controla o trabalho e os meios de produção, subordinando-os à sua lógica de mercado, baseada no lucro a todo custo. Essa situação é danosa à sociedade, pois permite que o sistema capitalista organize as relações sociais e desumanize o se humano com a sua lógica. Para fazer frente a essa situação é necessário buscar meios para tornar possível uma educação que humanize o ser humano, barrando a alienação imposta pelo sistema, que educa os trabalhadores para uma sociabilidade de relações estranhadas.
O autor cita as experiências vivenciadas pelos movimentos sociais como uma alternativa para enfrentar e romper com a lógica imposta pelo sistema capitalista. Nos movimentos sociais, o trabalho como princípio educativo articula-se à proposição pedagógica de Pistrak (2000) sobre a auto-organização do coletivo, que traz elementos centrais para distinguir entre as diferentes formas de compreensão da auto-organização e suas implicações no processo de trabalho pedagógico que busca construir um novo projeto histórico, ou seja, que deve lidar com a formação rompendo com a lógica nela imposta pelo capital. O autor alerta que essa auto-organização deve estar baseada no coletivo, onde todos tenham plena compreensão dos objetivos comuns e da intencionalidade posta nestes objetivos.
O autor defende uma revolução socialista, tendo como base o marxismo, e como elemento central impulsionador, a auto-organização do coletivo articulada ao trabalho socialmente útil, e alerta que essa revolução se torna cada vez mais urgente, já que o sistema capitalista encontra-se em crise, e por estar nesta situação, se torna mais danoso à sociedade, contribuindo para o caos social e a degradação da vida humana.
É preciso está atento e assumir uma postura crítica frente à realidade atual para superar a lógica do capital e construir uma proposta educativa para além do capital. .
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