sábado, 30 de junho de 2012

Disfunções Sexuais Femininas



Existem vários tipos de disfunções sexuais que provocam desconforto sexual nas mulheres, impedindo que as mesmas alcancem o tão desejado orgasmo e tenham uma vida sexual satisfatória. Estima-se que muitas mulheres nunca passaram pela experiência de um orgasmo, seja ele clitoriano ou vaginal. As causas que explicam esse fato são significativamente variadas e complexas, envolvem fatores de ordem orgânica e, principalmente, fatores de ordem psicológica.
Para um melhor entendimento a respeito do que acontece nas disfunções sexuais, relaciono a seguir várias disfunções apresentadas por mulheres que se queixam de tais problemas e procuram algum tipo de ajuda. Algumas das doenças ou disfunções estão associadas com problemas crônicos temporários ou relativos a determinados parceiros, outras, são infecções que exigem um tratamento urgente, a fim de evitar o agravamento da doença.

- Inibição sexual ou falta de desejo

Quando a mulher tem o desejo sexual inibido, ou desejo sexual hipoactivo. Isso acontece quando há uma diminuição ou total ausência de desejo sexual, fantasias e desejo de praticar atividades sexuais. Isto acontece porque algum mecanismo de inibição estar em funcionamento no cérebro da mulher, é ele quem decide que não quer mais sentir prazer. Nesta situação, a mulher é a responsável pelo problema, porém, ela não tem consciência dessa responsabilidade. As hipóteses a seguir foram formuladas com o objetivo de compreender o problema e descobrir suas causas, são elas: falta de desejo primário, ou seja, pessoa que nunca se masturbou, nunca vivenciou experiências eróticas, nunca sentiu atração por ninguém; sentimento de que o sexo não é algo importante e muitas vezes não deve e não faz parte da vida; medo de ter um sucesso sexual; medo de ficar desapontada com o sexo; temor à intimidade, conflito de Édipo mal resolvido (o pai é visto na pessoa do marido inconscientemente) o que não permite certas intimidades com o marido por medo de incesto. O sexo é visto como uma coisa suja e imoral, repugnante, feio, negativo; repressão dos impulsos sexuais desde a infância.
O tratamento deve ser realizado por meio de auxílio terapêutico, pois somente dessa forma o paciente superará o problema.

- Aversão sexual

Essa disfunção é caracterizada pelo fato de a mulher evitar ter relações sexuais. Essa mulher evita fervorosamente o ato sexual com parceiros, e sente inclusive sentimentos de repulsa, ansiedade e medo. O tratamento deve ser por meio de tratamento terapêutico.

- Frigidez

Quando a mulher é sistematicamente incapaz de criar ou manter a lubrificação vaginal até o fim do ato sexual. Acontece em mulheres que tem pouca ou nenhuma sensação de excitação. O nome frigidez originou-se da palavra frígida que significa mulher fria e distante.

- Anorgasmia

Quando existe uma inibição do orgasmo. Quando uma mulher é incapaz de atingir o orgasmo, considera-se que ela poderá ter uma anorgasmia. Neste problema, pode haver um atraso ou ausência persistente do orgasmo, mesmo após estimulação sexual adequada.

- Dispareunia ou Dor na relação

Esta disfunção é uma das mais freqüentes entre as mulheres. Caracteriza-se por forte dor genital associada ao ato sexual. O problema pode ter como causa fatores orgânicos ou fatores psíquicos. Como fatores orgânicos têm as infecções e inflamações na vagina, problemas de estrutura da área pélvica, ressecamento das paredes vaginais e infecção das vias urinárias. A maior incidência dos casos são causados por fatores psicológicos relacionados principalmente com dificuldades na lubrificação da vagina. Essa dificuldade pode ser causada por uso de medicação anti-histâmica, vaginite atrófica, diabetes mellitus, falta de excitação sexual, medo de não ter um bom desempenho com o parceiro e etc.
Uma mulher apreensiva, nervosa, ansiosa durante o momento do ato sexual, dificilmente ficará excitada, o que prejudica a lubrificação vaginal e consequentemente a sensação de dores.
Antes de iniciar o tratamento terapêutico, a mulher deve passar por um minucioso exame na região pélvica para constatar se as causas são orgânicas ou físicas. Se as possibilidades de causas orgânicas forem descartadas, a mulher deverá ser orientada a procurar ajuda na terapia.

- Vaginismo

Chama-se vaginismo a contratação dos músculos que ficam próximos à entrada da vagina, normalmente quando a mulher esta relaxada e pronta para o ato sexual, os músculos que circundam a vagina se relaxam de maneira a permitir a entrada do pênis. No vaginismo, ocorre o oposto, esses músculos se contraem e fecham a entrada da vagina, impossibilitando a entrada de qualquer objeto.
O vaginismo é causado por uma associação de dor ou medo com a penetração, ou seja, é uma resposta condicionada. Esse medo de dor pode ser causado por má informação sobre a primeira relação amorosa, parto, trauma de abuso sexual na infância, e até problemas físicos reais. Alguns problemas ou doenças pélvicas podem contribuir para o desenvolvimento do vaginismo, como por exemplo: hímen rígido, endometrite, doenças inflamatórias pélvicas e etc.
O tratamento do vaginismo é feito por meio de exercícios físicos de dilatação da entrada da vagina. Esses exercícios podem ser feitos na comodidade de casa, quando a própria pessoa se relaxa e inicia o exercício introduzindo um dedo na vagina, depois dois, depois três dedos. Após essa primeira fase, chamada de fase de dessensibilização, é a vez de o companheiro introduzir os seus dedos. Depois que os dois primeiros passos são bem sucedidos é tentada a penetração com o pênis.
O objetivo do exercício é a dissociação de dor e tensão com penetração. O sucesso desse tratamento acontece quando a mulher se convence de que para ocorrer a cura algo tem que entrar na sua vagina.

- Disfunção sexual crônica

É um problema causado por uma condição médica, quando há um problema orgânico que gera os problemas sexuais, como é o caso da diminuição do desejo devido por exemplo, a diabetes Mellitus.
- Disfunção sexual medicamentosa

Disfunção que ocorre quando o uso de algum tipo de medicação, cujas substâncias provocam ou induzem uma disfunção. Altas doses de alguns medicamentos controlados provocam a diminuição do desejo, como por exemplo: altas doses de sedativos hipnóticos, como o Diazepan.

 
      BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: SUPLICY, Marta: Coversando sobre sexo. Petrópolis,RJ: Editora Vozes, 1984 - Edição da autora,10a. edição. 

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